Frase

"Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". Jean d'Ormesson.(clique aqui para ler a tradução)

(Frases antigas)

São Paulo, quinta-feira, 17 de março de 2011

Padre Djacy, seus sapos e o faraó do Egito

Autor: Edson Carlos de Oliveira   |   10:26   2 comentários

Ivan Rafael de Oliveira

Segundo o Portal Terra (14/3/2011), na Paraíba, padre promove aberrante campanha pela adoção de sapos, durante a missa e pela internet.

Durante a habitual missa na Paróquia de Santa Cruz, município de Sertão na Paraíba, o Padre Djacy Brasileiro fez o lançamento de uma campanha pela adoção de sapos, a qual inclui, sobretudo, o adquirir amor por tais anfíbios.

O pároco inspira-se no apelo ecológico da Campanha da Fraternidade de 2011, que tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, recém-lançado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


O padre defende, numa retórica cheia de sentimentalismo, que o amor à natureza começa por animais como sapos, cobras e pássaros.

"O sapo só faz o bem à humanidade. Por que é tão desprezado? Vamos começar a amar o animal que por tanto tempo foi chutado, enojado, desprezado", defende o sacerdote. “Amar o sapo, bicho tão agredido, chutado, é expressão maior de amor à natureza, que clama por socorro".

Pe. Djacy afirma ainda que as pessoas precisam ter coragem para começar a amar o sapo pelo "bem" que ele faz ao homem. "Alguns de vocês, queridos amigos, têm medo de sapo? Então, acostumem-se com a idéia de amar esse animal tão querido por Deus e pela Mãe Terra".


O redator deste artigo não é um ativista pela exterminação dos sapos. Trata-se, entretanto, do seguinte:

A doutrina católica nos ensina que Deus durante a Criação utilizou-se de símbolos para representar tanto o bem quanto o mal. Aos animais deu formas diversas, a alguns deu belezas que representam virtudes e a outros permitiu a feiura como símbolo do pecado original. Isto é, ao nos depararmos com animais como os sapos, a repulsa que se sente não só é natural, como ela pode ser querida por Deus, pois é também uma repulsa ao vício ou defeito que ali está representado.

Prova disso?

Nas Sagradas Escrituras não nos faltam exemplos, como quando Deus mandou uma ameaça ao faraó do Egito: “Se não o deixares partir, infestarei todo o teu território com rãs, o Nilo fervilhará de rãs, que subirão e entrarão no teu palácio, nas casas e quartos e até na tua cama; o mesmo acontecerá na casa dos teus ministros e do teu povo, nos fornos e amassadeiras.” (Êxodo, Cap. 7,27). Deus parece não considerá-las tão boazinhas quanto o padre Djacy. Em outro trecho: “quando enviou moscas para os devorar e rãs que os infestaram”, (Salmos 77,45).

Em outras passagens Nosso Senhor é chamado de Cordeiro (São João 1,29), depois ele próprio se compara ao espírito de proteção maternal da galinha (São Mateus 23,37) e nesse mesmo capítulo compara os fariseus a serpentes e cobras venenozas (São Mateus 23,33).

Para não dar muitos exemplos, termino com esse que bem define aonde é o lugar reservado por Deus aos sapos, pois se o faraó aceitar libertar os judeus será beneficiado com: “As rãs afastar-se-ão de ti, da tua casa, dos teus ministros e do teu povo. Ficarão somente no rio”. (Êxodo, Cap. 8,7). Diante desse prêmio, o faraó se alivia, as rãs param de infestar e as línguas “ecologistas” se emudecem.

Mas uma pergunta ainda fica: Não estaria essa mudança de conceitos - isto é, passar a aceitar coisas repulsivas como 'coitadinhas' - ligado a tantas outras inversões que vemos no cotidiano, incluindo as "novas" noções de família, celibato e casamento?