Frase

"Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". Jean d'Ormesson.(clique aqui para ler a tradução)

(Frases antigas)

São Paulo, sábado, 21 de maio de 2011

Criminalidade: Fruto amargo da crise religiosa

Autor: Helio Dias Viana   |   08:43   Seja o primeiro a comentar

Estudo publicado por um órgão da OEA informa que só em 2010 houve 130 mil assassinatos nas Américas – um a cada três minutos! Este assombroso índice é reflexo da crise social, a qual por sua vez decorre da crise da família, célula mater da sociedade.

Mas qual é a origem da presente crise da família, contra a qual o Congresso está preparando neste momento em Brasília um novo e terrível golpe colocando-a em pé de igualdade com as uniões estáveis?

Ela provém de uma distorção que a partir da década de 1930 o movimento progressista – herdeiro do modernismo condenado por São Pio X – fez na liturgia e na doutrina da Igreja, distorção esta que foi objeto de corajosa e oportuna denúncia do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Em Defesa da Ação Católica (Editora Ave Maria, São Paulo, 1943). Sua íntegra está disponível no site www.pliniocorreadeoliveira.info.

Sendo o Brasil um país católico, tal crise não poderia deixar de atingir imediatamente a sociedade civil. Pois a relativização e depois omissão do ensino moral da Igreja conduziu à idéia de que não mais existe pecado, que “o inferno é nesta terra” – como dizem certos padres progressistas –, ficando as paixões humanas inteiramente à mercê dos vícios. De onde o divórcio com todas as suas seqüelas, o recurso às drogas como “saída” para o desregramento moral, e – como não poderia deixar de ser – também a criminalidade, fruto freqüente do desajuste familiar e das drogas.

A História conheceu situações semelhantes, decorrentes de crises religiosas profundas. O célebre Arcebispo Dom Silvério Gomes Pimenta conta em seu livro Prática da Confissão que a degringolada social na Alemanha aumentou tanto quando da eclosão do protestantismo, que os próprios magistrados pediram ao Imperador Carlos V para obter de Roma a volta dos confessionários, a fim de pôr cobro ao caos…

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira não somente denunciou a crise religiosa iniciada entre nós nos anos 1930 como mostrou profeticamente aonde a mesma iria desembocar se não fosse contida. Em carta ao Núncio Dom Aloísio Masella após o regresso definitivo deste a Roma, o Dr. Plinio o instou a fazer todo o possível para que não caíssem no vazio as denúncias contidas no Em Defesa da Ação Católica, pois do contrário ele não poderia imaginar “para que abismos morais rolará o Brasil”!

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