Frase

"Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". Jean d'Ormesson.(clique aqui para ler a tradução)

(Frases antigas)

São Paulo, terça-feira, 24 de maio de 2011

Reações contra o "quiti inguinoranssa" do MEC - Fantasia universitária é rejeitada pela Opinião Pública

Autor: Edson Carlos de Oliveira   |   19:17   Seja o primeiro a comentar


"Vocês estão cometendo um crime contra os nossos jovens, prestando um desserviço à educação já deficientíssima do país e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir."

A frase acima foi escrita pela da procuradora da República Janice Ascari (foto) em seu blog pessoal. Janice ressalta que se expressa como mãe e não do ponto de vista jurídico. A procuradora ainda precisa que a expressão "crime" utilizada por ela deve ser entendida no sentido de um absurdo, de algo inaceitável.

"Não me convenci de que esse é o melhor método de ensino, por mais que possa estar correto do ponto de vista acadêmico", escreveu Janice.

Já o Editorial do O Estado de São Paulo (18/5/2011) expressou-se logo no título: "A pedagogia da ignorância". "Embora tenha por diversas vezes prometido melhorar a qualidade do ensino fundamental, Haddad [ministro da Educação], paradoxalmente, endossou a pedagogia da ignorância. Produzido por uma ONG e de autoria da professora Heloísa Ramos, o livro Por uma vida melhor defende a supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo que 'é certo falar errado'. Corrigir o erro é 'preconceito'", afirma o Editorial.

O jornal ainda ressalta que a tese não é novidade, a mesma já foi rechaçada pela Academia Brasileira de Letras. "Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo. A outra é validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre doze, seja na periferia ou no palácio", afirma o presidente da ABL, Marcos Vilaça.

"Ao impor a pedagogia da ignorância a pretexto de defender a linguagem popular, as autoridades educacionais prejudicam a formação das novas gerações", conclui o editorial.

A autora do livro, Heloísa Ramos, argumentou que seu livro "trata de linguagem oral, e não escrita". Mas, cá entre nós, depois de dado esse passo, por que combater o "preconceito linguístico" na fala e permiti-lo na escrita?

A autora foi ainda mais longe: "no tempo em que só a elite ia para a escola, talvez a norma culta bastasse. Hoje, com o acesso da classe popular, a formação tem de ser mais ampla. Nosso livro é direcionado para aquele que pode ter sido discriminado por falar errado".

Para responder a isso, basta o título do artigo de Carlos Alberto Sardenberg: "Se pelo menos ensinassem Português" (OESP, 16/5/2011).

Chamo a atenção dos leitores para a frase da procuradora Janice Ascari transcrita logo acima de que a tese pode ser "correta do ponto de vista acadêmico". 

Não pensem que ela está brincando. Realmente nas Universidades isso é defendido com garbo. Quem ousar criticar esse absurdo é tido como ignorante, um zero à esquerda sem ousadia acadêmica.

Mas o que é bonito e chique dentro da Universidade é olhado com desdém pelo brasileiro de bom senso. Vir a público essa maluquice - infelizmente para prejuízo de incontáveis alunos que receberão o livro - fez remexer esses meios acadêmicos, pois puderam ter a possibilidade, diante da rejeição do público, que "o rei está nu", ou seja, o ridículo dessa tese. Mas não creio que mudarão, apenas olharão do alto de suas cátedras ou bancos universitários com desprezo para nós pobres, ignorantes e presos aos padrões europeus de pensamento.

Até quando os ambientes acadêmicos ignorarão que cada vez mais estão se fechando em fantasias? Que ao menos agora alguns possam abrir os olhos.

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