Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ideologia de Gênero: Revolução Semântica e a experiência, estilo Auschwitz, de John Money

Autor: Edson Oliveira   |   19:42   11 comentários

Segundo os defensores da Ideologia de Gênero, nós não nascemos homem ou mulher, a diferenciação sexual seria apenas um acidente anatômico que “convencionalmente” são tidos como masculinos ou femininos. Nossa "suposta" identidade sexual é, para eles, uma mera imposição do ambiente em que fomos educados.

A Ideologia de Gênero, se já não for, certamente será a principal bandeira revolucionária. Diversos países já estão aprovando leis ou adotando políticas inspiradas nessa corrente ideológica.

(Foto ao lado: Dr. John Money, psicólogo e adepto da "Ideologia de Gênero" que fez uma das experiências médicas mais monstruosas da História do século XX)

Exemplos não faltam. A difusão no mundo inteiro dessa ideologia começou na IV Conferência Mundial da ONU sobre a Mulher em Pequim -1995. Neste ano, na França, o Ministério da Educação introduziu nas aulas de ciências naturais o tema. No Canadá os termos pai e mãe foram substituídos por "fornecedores de energias genéticas" e na Espanha por "progenitor A" e "progenitor B". Uma escola na Suécia proibiu que seus funcionários tratassem as crianças como meninos ou meninas. Na 55ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher, do Conselho Econômico e Social da ONU, acrescentou-se um novo parágrafo preambular no relatório definindo gênero conforme essa ideologia. Enfim, entre muitos outros exemplos, no Brasil, com o PNDH-3, o governo visa "desconstruir a heteronormatividade".

Revolução Semântica

Nas aulas básicas de português, aprendemos que gênero é a classificação de masculino ou feminino a uma classe gramatical. Mas para os defensores da Ideologia de Gênero o termo é esvaziado de seu conteúdo  conhecido e adquire outro de cunho ideológico. Para eles, gênero indica que o ser humano nasce sem sexualidade biológica e psicológica definida.

Essa instrumentalização das palavras, em que seus conceitos são redesenhados para atingir metas ideológicas ou políticas, sem que o leitor incauto seja avisado, trata-se de uma verdadeira "Revolução Semântica".

A engenharia lexical revolucionária tem trabalhado muito nestes últimos tempos, não só modificando o sentido das palavras (ex.: paz, democracia, justiça, elite, povo), como cunhando outras (homofobia, heteronormatividade, gay, homoafetividade) que são usadas como poderosas armas psicológicas para a tentar mudar a mentalidade da opinião pública.

História de uma monstruosa experiência médica

Brian e Bruce no colo de sua mãe
Janet Reimer
Na década de 1960, na Universidade de Johns Hopkins (Baltimore, EUA), o neozelandês Dr. John Money - ardoroso defensor dos casamentos "abertos", da prática do sexo grupal e bissexual, do incesto e da pedofilia – defendia exatamente essa tese de gênero.

Em 1965, na cidade de Winnipeg, EUA, o jovem casal Janet e John Reimer tiveram dois filhos, gêmeos univitelinos, Brian e Bruce. Aos oito meses de idade, os meninos foram submetidos a uma má cirurgia de circuncisão, em que foi usado, por razões não explicadas, não um bisturi, mas uma agulha de eletrocauterização, que ocasionou a perda completa do órgão genital de Brian.

Os pais procuraram, então, o psicólogo Dr. John Money, que haviam visto em uma entrevista afirmando que os bebês nasciam sexualmente neutros e que a identidade masculina ou feminina era definida exclusivamente pelo modo com que fossem educados. Essa estranha tese pareceu aos ouvidos do casal como uma solução para o problema de Brian.

John Money viu no caso de gêmeos univitelinos a oportunidade perfeita para sua sinistra experiência. Brian seria transformado em uma menina, enquanto que Bruce permaneceria homem e serviria como elemento de comparação. Indicou, então, ao jovem casal a cirurgia para a mudança de sexo de Brian, a quem os pais passaram a chamar de “Brenda”.

Depois que voltou a ser menino,
Brian adotou o nome de
Dadiv Reimer. Acima, "Brenda"
Dr. Money também recomendou aos pais que tratassem sempre Brian como uma menina e nunca contassem nada aos dois filhos, enquanto que John Money acompanharia o desenvolvimento das duas crianças.

Segundo diversas publicações de Money, como em seu conhecido livro Man & Woman, Boy & Girl, a experiência tinha sido um sucesso: Bruce “era um menino forte e levado”; "Brenda", sua "irmã", “era uma doce menininha”. Money ganhou fama com esse êxito e a revista TIME publicou uma longa matéria sobre isso.

Mas depois de algum tempo o próprio Money não tocou mais no assunto e isso chamou a atenção de Dr. Milton Diamond, da Universidade do Havaí, que escreveu um artigo, em coautoria com Keith Sigmundson, mostrando uma realidade bem diferente da versão de Money.

Dr. Milton descobriu que “Brenda” se rebelava contra as vestes femininas desde os dois anos de idade, não gostava de brincar com bonecas preferindo os brinquedos do irmão, tinha um comportamento visivelmente masculino no ambiente escolar e dizia constantemente aos pais que não se sentia uma menina. Mas estes tentavam convencer a pobre criança de que se tratava apenas de uma “fase” difícil na vida dela que logo passaria. A mãe certa vez tentara suicidar-se pela situação causada e acabou ficando depressiva.

Ao final, John Money desapareceu da vida dessas pessoas e o pai acabou revelando toda a verdade a Brian, que então contava com 14 anos de idade. Buscaram apoio médico, fizeram inúmeras cirurgias para reverter a situação e então o menino passou a ter uma vida masculina normal, trocou o nome para Dadiv e casou-se com uma bondosa moça.

Mas, apesar disso, era difícil normalizar a vida. Brian tentou suicidar-se, a primeira vez aos 20 anos, o pai dele virou alcoólatra e o irmão começou a usar drogas. Sua esposa o abandonou depois de 14 anos por não suportar mais o estado depressivo constante de Brian. Seu irmão, em 2001, se suicidou com medicamentos.

Brian, ruído por um sentimento de culpa que ele não teria que ter, atribuiu a morte do irmão como consequência do que se passou em sua vida.

Em 2003, aos 38 anos, Brian matou-se com um tiro poucos dias depois do abandono da esposa.

Até então, Dr. John Money continuava na Universidade Johns Hopkin e, pelo "sucesso" de sua experiência divulgada na grande mídia, procedimentos cirúrgicos análogos foram feitos em outros bebês.

Esse é o resultado da Ideologia de Gênero.
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Referência:

TELLES, Sérgio, “O caso de David Reimer e a questão da identidade de gênero”, IN International Journal of Phychiatry, Julho de 2004. Disponível em:  http://www.polbr.med.br/ano04/psi0604.php - acessado em 21/10/2011.

LODI, Pe. Luiz Carlos, "Gênero: que é isso?",Disponível em: http://www.providaanapolis.org.br/genero.htm - Acessado em 21/10/2011.

11 comentários:

Meu Deus, que abominação. Este texto merece ser divulgado para mostrar como agem estes arautos do demônio.
Parabéns pelo artigo e pela denúncia.

Com certeza tem que ser divulgado! Eu tenho é nojo desse ativismo gay. Poxa, se eles querem desconstruir o sentido de gênero cabe a nós mantê-lo e defendê-lo!
Sabe, esse povo é muito doido mesmo, ficam inventando problema pra vida. Quem nasceu homem, aproveite o ser homem e quem nasceu mulher faça o mesmo e sejam felizes da maneira que Deus os fez!

Ao invés de se matar ele deveria ter matado o médico charlatão.

o experimento em si foi terrível, porque o Dr. Money não considerou que sexualidade e identificação de gênero (coisas distintas, não tão relacionáveis) se desenvolvem, e não podem ser ensinados ou condicionados.

você deve se considerar homem, se encaixando no papel de gênero (homem), certo? pois é, você se desenvolveu desse jeito. exemplificando, existem pessoas que nascem com um determinado sexo (masculino), mas que não se desenvolvem nesse papel de gênero, não se identificam, não se veem como tal.

e gênero e sexualidade não são indivisíveis, muito pelo contrário. existem N gêneros para N sexualidades, classificando assim, pessoas que se encaixam no gênero masculino e se interessam por outros do mesmo gênero, pessoas nascidas "homens" que não se identificam com tal gênero, mas sentem atração por "mulheres" (gênero), e por aí vai.

só dando uma luz aí. se acha que eu sou desviado, ativista de satanás, que a minha alma foi condenada, tranquilo. acredito mais no ser humano e no conhecimento. abraços.

excelente inserção, do anônimo em 25 de novembro de 2011.
o mais interessante é o que o doutor john money propôs não é nada mais, nada menos, que os que chamam ativistas glbt de satanistas, acreditam quando eles proprios propoem uma 'cura gay'.
acreditam que a sexualidade pode ser imposta de fora para dentro. john money foi abominável? reflitam sobre seus proprios conceitos, então.

Anônimo,25 de novembro de 2011 16:46. É impressionante observar como essa ideologia se incrustou na mente das pessoas através da pedagogia. Vc simplesmente não consegue raciocinar fora dessa dela. A experiência má sucedida do Dr. John Money mostra, muito claro e evidente, que não é a sociedade que determina a identidade sexual do indivíduo e muito menos que ela se desenvolve pura e simplesmente ao acaso. Ela é intrínseco ao sexo biológico do indivíduo, ou seja, ela já nasce com o indivíduo e não é divisível. O que vc está fazendo é confusão com a identidade sexual e a fantasia sexual. Se um homem fantasia sexualmente com outro homem, não significa que ele pertença a um "gênero distinto", e sim que é simplesmente uma fantasia. Se um homem pratica o ato sexual com um outro homem, durante esse ato ele é homossexual, mas fora dele é qualquer outro homem do sexo biológico. Não há o "gênero homossexual" ou "identidade homossexual" por conta disso. É claro que existem as anomalias biológicas e psicológicas, mas são anomalias e não padrões de "gênero". Nas anomalias psicológicas nas quais o indivíduo sente a sua identidade sexual invertida, parece-me muito com uma crise de identidade. O indivíduo entre em conflito com suas fantasias sexuais e, inconscientemente, condicioná-se com os códigos de linguagem social e o papel cultural do sexo oposto. Também não se configura um "gênero aparte". Enfim, na espécie humana bio sócio-cultural não existe gêneros sexuais e sim sexos, homem e mulher, sem distinções.

A cultura é apenas a ferramenta pela qual os indivíduos expressam seus papeis biológicos para a sociedade e não o contrário. Não é a sociedade que empoem pela cultura os papeis biológicos ao indivíduo.

Fique chocada com um caso deste tipo, deste pobre ser David Reimer e toda a sua família envolvidos e destruídos por esta ideologia diabólica. Fico sem mais palavras. O suposto cientista é um ser que é aprovado pela comunidade científica,apesar de ter algumas vozes contra suas teorias, mas está aprovado pelo Jane Hopkins Institute. Tudo isto se passou nas barbas de toda uma sociedade, e não podemos confiar em mais nada nem ningém! É terrível o que estão reservando para nós, que cremos que DEUS é quem manda e que impõe tudo como deve ser. Que todo leiam e se acautelem, se preparem! Chegamos no Fim dos Tempos, já estamos vivendo o Apocalipse!

Concordo com o Vladimir Gonçalves, é uma abominação, um crime da pior espécie com teorias só baseadas em MENTIRAS, ERROS, e provado pela "ciência", e os incautos são as vítimas. Que todos saibam e se protejam. Parabéns por postarem este informativo! Que Deus os Abençoem!

Só existe um pequeno erro, o menino que perdeu o pênis no procedimento cirurgico da circuncisão e em virtude disse sofreu a mudança de sexo não foi Brian, foi Bruce.